sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ainda a Concordata

Segundo a Renascença,

"O Presidente da República não percebe porque é que ainda não foi encontrada uma solução para o impasse criado em torno da Concordata. "
Eu entendo.
O PR nem sequer se devia pronunciar sobre este assunto, sendo ele declaradamente um prosélito da religião vaticanista. O PR, enquanto cidadão, é parte interessada e esquece-se que estamos num estado laico.
O PR, e eu sou português no exercício dos meus plenos direitos, deve igualmente representar-me e eu ,sou contra a concordata, esta ou qualquer outra e com qualquer religião ou seita religiosa.
Mas o cidadão Cavaco não pode ter opinião ?
Pode, certamente, mas que o faça fora das suas funções de PR, no recato de uma sacristia ou numa conferência particular ou privada, nunca na condição de PR e como tal o declare.
Claro que me irão dizer que é um assunto entre estados -Portugal/Vaticano.
Não, não é!
A aceitar-se o Estado do Vaticano, as relações com o mesmo são políticas, tal como com a França, a Alemanha os EUA ou o Irão.
No que se refere à Concordata estamos a falar de relações religiosas o que não engloba o sentido de Estado.
Se se achar que engloba, então, temos em Portugal um milhares de agentes estrangeiros não controlados pelos serviços de segurança.
De quem estou a falar ?
Sem dúvida dos clérigos todos, independentemente da religião que professam.
Para extremos extremos e meio...

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