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D. Jaime, o Ortodoxo

Por vezes o Jaime transforma-se em Vasco mas não da Gama, sim de Santana.
Já lá vão há muito os tempos em que apelidava alguém de "Bokassa"...
Ora aprecie-se como se rebaixa, em pleno Parlamento, um Secretário de Estado inexperiente nas lides parlamentares:
Diz-nos o Correio da Manhã on-line, de hoje:
"O debate sobre o Estatuto do Aluno ficou ainda marcado pela intervenção do secretário de Estado da Educação, João Torcato da Mata, que se dirigiu à Assembleia sem usar a forma regimental.
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, repreendeu-o por duas vezes e chegou mesmo a proibir-lhe o uso da palavra. 'Tem de se levantar, e a fórmula é ‘senhor presidente’ e ‘senhores deputados’', avisou Gama. Mas só à terceita tentativa é que Torcato da Mata iniciou a sua declaração conforme o protocolo."

Para conferir, aceda a:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=BEA3D140-E31A-43A4-B3CC-AE9BE1F2C6D8&channelid=00000090-0000-0000-0000-

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Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…