quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Lei do Divórcio reaprovada

Vitória de Pirro, das forças conservadoras e da Igreja Católica,foi aquilo que chamei ao veto presidencial relativamente à Lei do Divórcio.
O Bispo D. Carlos Azevedo bem poderá, já, desatarrachar o sorriso irónico e o D.Jorge de Braga, mandar às "ortigas" os seus conselhos e pensamentos.
Ficam a aprender que a sua influência perniciosa tem os dias contados.
A Assembleia de República, numa generalidade, cumpriu o seu papel sem deserções face à primitiva votação de aprovação(A esquerda votou unida com apenas 1 voto contra no PS; do PSD houve 11 votos a favor e 6 abstenções).
Cabe agora ao Presidente da República promulgar a lei, o que, não sendo obrigado constitucionalmente a fazer, dado que, face às alterações, a Lei a ser apresentada, é considerada Lei nova, não deverá, contudo, querer entrar em querela com a forte maioria da Assembleia da República e ter de de vir a promulgá-la mais tarde, numa terceira apresentação. Seria um erro político muito grave e Cavaco sabe-o.
Assim limpará a má imagem que deixou aquando do veto político, ou então, e há quem o diga, agradecerà a forma como o ajudaram a contornar a dificuldade de perante o seu eleitorado habitual, proceder à promulgação : FUI OBRIGADO!
A partir daí Portugal será um país mais civilizado.

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