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Falência dos objectivos do PSD na CPI

Apesar da jogada baixa intentada por Pacheco Pereira e sequazes o Dr. Mota Amaral, fiel à sua imagem enquanto político, não se deixou ir no jogo congeminado pelos seus parceiros de partido e impediu a perversão da legalidade na CPI.
Honra lhe seja feita !
Com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, o Dr. Pacheco Pereira,  face ao descabro  em que a CPI  parece vir a transformar-se para os seus proponentes, tentou uma última jogada de modo a salvar a face e induzir em erro a opinião pública.
Correu-lhe mal. Ninguém vai, já, naquela conversa. A posição serena e firme do Dr. Mota Amaral destruiu pela base o intento do PSD.
Resta ao Dr. Pacheco Pereira, sobrevivente do Manuelferreirismo, retirar-se para o fundo do hemiciclo para junto da sua patrocinadora, aliás o que fez de imediato à declaração à imprensa, e aguardar melhores dias ou os nenhuns que porventura dentro do seu partido lhe venham a ser proporcionados.
Pode-se dizer que caiu o pano e saiu de cena.
Pacheco Pereira é um actor desempregado.

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E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

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que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…