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NATO sim ou não ?

Para mim, NATO Sim !
E porquê ?
Simples !
Porque além dos paises fundadores, nos quais Portugal se integra, se juntaram diversos estados, na sua grande maioria do Leste Europeu, anteriormente sobre domínio da política soviética e do Pacto de Varsóvia, que prefazem o significativo número de 28.
Se considerarmos que paises membros fora da Europa apenas dois existem - EUA e Canadá - esta orgaização político militar é fundamentalmente europeia e uma força importante na sua agregação e defesa comum.
Mais.
No CPEA - Conselho da Parceria Euro-Atlântica - a que se juntaram mais 6 paises europeus - Aústria, Finlândia, Irlanda, Malta, Suécia e Suiça - sentam-se mais 16 estados, incluíndo os da antiga Jugoslávia, que também eram membros da antiga URSS, a começar pela própria Rússia.
E ainda, se considerarmos o espaço de  Diálogo do Mediterrâneo da NATO, encontramos associados a Argélia, Egipto, Israel, Jordânea, Mauritânea, Marrocos e Tunísia. Mais 7, portanto.
E só terminamos considerando ainda o ICI - Iniciativa de Cooperação de Instambul onde aparecem 4 - Bahrein, Qatar, Kuwait e Emiratos árabes Unidos - e os Países de Contacto, mais 4 - Austrália, Japão, Rep da Coreia e Nova Zelândia.
Significa tudo isto que a NATO, embora seja uma aliança político-militar é, igualmente, um muito grande forum mundial capaz de defender e influenciar a paz em todos os continentes. Se bem que tenha armas sofisticadas também tem capacidades enormes de negociação e intermediação, dificeis de encontrar em qualquer outra organização internacional.
E porque defendo a Paz e a negociação de conflitos; porque defendo uma integrada defesa europeia; porque a resposta a ameaças devem ser prontamente equacionadas com os meios politico-militares necessários e adequados, a continuação da existência da Organização é, para mim, um imperativo de política externa.

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