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Se...se...se...

O novo jogo de Marcelo Rebelo de Sousa.
De comentador que faz futurologia, Marcelo, virou comentador do condicional.
Uma construção de "SES" para encher tempo de antena e poder concluir aquilo que ele próprio gostaria que tivesse acontecido como se não existissem outras alternativas às suas permissas.
Se Sá Carneiro não tivesse encontrado o seu fim em Camarate qual teria sido o caminho da política em Portugal ?
É uma pergunta com uma resposta tão certeira como se D. Afonso Henriques não tivesse nascido ou o velho ditador Salazar não tivesse caído da cadeira.  Não passa de um jogo,  mas com um final viciado. MRS, querendo incensar Sá Carneiro e, por tabela, Amaro da Costa, conclui que toda a política nacional teria sido diferente. É a teoria dos homens insubstituíveis. Sê-lo-ão, na realidade?
Será que Sá Carneiro nunca teria sido derrotado como sucedeu a outros grandes políticos portugueses ?
O mito de Sá Carneiro perdura porque ele morreu naquela altura, na pujança política, e ainda novo de idade. Acontece sempre assim.
Exemplos disso não faltam. Como teria sido a civilização Ocidental se Jesus não tivesse sido crucificado?
Mais recentemente, o mito do Guevara ?
Marcelo, como sempre, inteligentemente, construiu um cenário para levar a água ao seu moinho. Só se esqueceu que águas passadas não movem moinhos e que os moleiros, também eles, não são insubstituíveis.

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E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…