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A candidatura presidencial de Manuel Alegre (2)


Alegre recusa ser candidato do Bloco

[Cristina Figueiredo /Expresso, 23.01.2010]
Manuel Alegre garante que o apoio do BE à sua eventual recandidatura a Belém não significa que ele esteja ‘encostado’ à esquerda: “As pontes que possa ter estabelecido com outros sectores de esquerda não legitimam ninguém a dizer que sou um candidato do Bloco”. “A candidatura será nacional, com grande marca de independência e historicamente enraizada no PS”, afirmou Manuel Alegre ao Expresso.

Primeira tomada de posição do pré-candidato sobre um tema que estava já a deixar que se apregoassem, por culpa exclusiva do BE e do seu coordenador, e por tardio esclarecimento de Alegre,  muitas opções, mormente dentro do PS mas também da esquerda independente, que começavam a minar a confiança que a candidatura devia merecer.
Foi, assim, um primeiro passo, mas tem de haver outros que clarifiquem posições, fundamentalmente, nas áreas de intervenção política de um PR e que lhe estão consignadas pela Constituição.
É que é necessário que se dissipem as dúvidas, com especial incidência, do eleitorado mais moderado.
Aguardemos.

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Retrato de Manuel Alegre

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que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
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Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
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