sexta-feira, 18 de julho de 2008

Al-Bashir será o único?

A decisão de acusar o Presidente do Sudão de Crimes contra a Humanidade é uma boa notícia.
Simplesmente, é uma boa notícia no conceito Ocidental de Justiça.
O tal senhor está-se positivamente nas tintas para a acusação porque este Conceito não tem desenvolvimentos no Mundo em que ele se situa e actua.
São problemas como estes que definem as grandes diferenças civilizacionais no Mundo de hoje.
Com os avanços da Técnica, da Ciência e da Cultura que uma grande parte da Humanidade hoje usufrui, julgar-se-ia que a grande maioria dos Homens estivessem ao abrigo dessa grande calamidade que é o desrespeito pelos Direitos Humanos e que engloba, fundamentalmente, toda a actividade dos Povos do Mundo.
O sr. Al-Bashir é um malandro para nós, um herói talvez para os seus e para os muitos que o rodeiam e apoiam no seu circulo de ideias.
Aqui se levantam outros problemas:
-Porque o apoiam? Qual a razão?
Pois a razão fundamental é a do maior cancro ideológico que persiste hoje em dia, malgrado os avanços, inclusive, da Religão.
O sr. Al-Bashir faz o que faz porque tem atrás dele, sem condenação, razões religiosas.
E aí se divide o Mundo!
E até entre nós.
Chamam-se eles o que se chamarem, desde que sejam fundamentalistas e esses, infelizmente existem também na nossa sociedade ocidental e são cristãos, e para espanto de muita gente, até são católicos.
A grande maioria dos ditadores ocidentais do último século eram manifestamente cristãos, e muitos, católicos, e espante-se de Comunhão.
Claro que aí, quem corria o risco fundamental de denegação da pureza do ideário, eram os padres que lha facultavam.
Por isso, jubilando com a atitude do TPI não posso deixar de dizer que há mais, e até e principalmente, porque a defesa dos Direitos Humanos é feita no Ocidente.
São desrespeitadores dos Direitos Humanos os patrocinadores de guerras injustas, de detenções arbitrárias e métodos de tortura para a obtenção de confissões.E aqui, custe o que custar a nós e a outros, temos que os chamar pelos nomes:
Que nunca ninguém se esqueça da Cimeira dos Açores.
Muito do que passamos hoje, até economicamente, provém daí.
Será que o TPI tem a coragem de os acusar?
E são todos cristãos praticantes, ao que se sabe.

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