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Então Drª. Manuela e as continhas

Ao ler as notícias sobre os encargos para o Estado com a operação com o Citigroup efectuada pela Ministra das Finanças, Drª. Manuela Ferreira Leite, no ido governo do fugidio Dr. Durão Barroso, faz-me recordar aquela entrevista do outro dia na TVI em que a mesma Senhora exigia, ao Governo actual, as contas dos empreendimentos públicos futuros.
Então, por coerência, falemos do Citigroup, Srª. Drª.
Recordo-me que ao tempo as contas nunca foram apresentadas na sua exactidão, e hoje vê-se onde está a razão para tal facto.
Na altura o déficit português foi mantido abaixo dos 3% devido àquele estratagema.Mas os custos que implicou e que não foram devidamente publicitados estão agora a ser conhecidos.
Encargos futuros para as gerações que aí vêem.
Coerências Drª: Manuela. Coerências...

Comentários

Rocket disse…
esta malta... quando olham para o armário acham-se extremamente magros...não é o espelho que engana, simplesmente ele não está lá. foi roubado.são enganados pela visão de um esqueleto lá guardado...

abraço
T.Mike disse…
Mas, Rocket, não é o único.
Noutras zonas da política tambbém existem....
Estou a tenar trazer um a este blog.
Depois ria-se...
Coerências...

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Sonhar a terra livre e insubmissa

E volto aqui sempre que posso, enche-me o peito...
E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…