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Clube dos "Desassossegados" - contribuição


(Pintura de Júlio Pomar)

Das "Confissões"-textos não datados- do Livro do Desassossego-Bernardo Soares/Fernando Pessoa

Excerto:

"Nada me satisfaz, nada me consola, tudo - quer haja sido, quer não - me sacia. Não quero ter a alma e não quero abdicar dela. Desejo o que não desejo e abdico do que não tenho. Não posso ser nada nem tudo: sou a ponte de passagem entre o que não tenho e o que não quero ."

Comentários

Ana Paula Sena disse…
Excelente contribuição!

Também eu gostarei, um destes dias, de contribuir. Adorei a ideia.
Miguel (T.Mike), que surpresa linda encontrei aqui...
E o quadro de Pomar é excelente!
Estou encantada.
Um grande abraço.
Josefa
Benjamina disse…
Miguel, concordo com a Ana Paula e a Josefa: óptima escolha.
Obrigado, amigas.
Vai-se tentanto corresponder à congiança depositada.
Continuemos à procura, e há muito que procurar, o que nos leva a uma leitura calma e assídua do livro que nos norteia.
Um abraço grande.

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que lindo nome para um homem forte.

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pela espada da língua portuguesa:
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a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…