sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Marcelo Rebelo de Sousa e a vaga de fundo


Quem acompanha a política sabe que esta táctica é a mais velha do mundo.
Primeiro apresenta-se uma proposta de união para ser discutida pelos maiores entre os maiores em que o proponente se inclui.
Depois, uma vez que não é acompanhado, afirma que fica de fora de qualquer solução. Mas não existe mais ninguém com a sua projecção  pública dentro do partido, daí...aparecem logo uma série de figuras  a dizer que ele é o único capaz e começa a vaga de fundo.
E agora irá dizer que, face às muitas pressões que tem recebido por parte dos vários quadrantes do partido, vai ponderar, não dando para já uma resposta. E a vaga vai enchendo...
Daqui por uns dias virá à televisão e dirá que não pode, embora não fosse o seu desejo e com o prejuízo inerente da sua actividade profissional, virar as costa  ao partido e a todos aqueles que o chamam para o cargo de Presidente do PSD. E aceita ser candidato. Ele não queria ...! Mas os superiores interesses do partido e do País assim o obrigam.
Perfeito.
E como é que eu sei isto ? Saber não sei mas é da história e da "praxis" política mais elementar.
Se não for assim eu digo que errei e penitencio-me.

3 comentários:

Maria Josefa Paias disse...

É mesmo como diz. Ao fim de tantos anos a ouvi-lo e a vê-lo em acção, quase somos capazes de decifrar-lhe os sinais.
Um abraço.
Josefa

analima disse...

Também a mim me parece que é para aí que aponta a agulha. Até porque os mais novos quererão guardar-se para mais tarde. Mas...

T.Mike (Miguel Gomes Coelho) disse...

Maria José, pelos vistos, já temos muitos anos a "virar frangos"...
Há pessoas que já só basta ouvir o intróito que sabemos logo qual posfácio.
Analima,
o problema maior, até para a democracia portuguesa, é que ali não há muita gente nova com a qualidade exigida.
Para as duas as habituais cordiais saudações.

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