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Clube dos "Desassossegados" - contribuição V



1 - Carta para não mandar

Dispenso-a de comparecer na minha ideia de si.

A sua vida (...)
Isso não é o meu amor; é apenas a sua vida.

Amo-a como ao poente ou ao luar, com o desejo de que o momento fique, mas sem que seja meu nele mais  que a sensação de tê-lo.

(Textos de ficção poética e reflexão - Textos não datados)

Comentários

Onde é que eu li isto?
Não consigo lembrar-me, Miguel. Tenho que dar uma volta pelos livros para ver se o tenho anotado.
Um abraço.
Maria Josefa,
já encontrou ?
Na minha edição. corresponde ao primitivo Livro-projecto, ainda não atribuído a Bernardo Soares, textos entre 1912-1914.
De qualquer modo, e existe mais "uma carta para não mandar", achei extremamente interessante e revelador este texto.
Um abraço.
Miguel, ainda não encontrei.
Não sei se lhe acontece também a si; eu vou procurar uma coisa e, entretanto encontro outra que me parece excelente para publicar, que foi o que fiz, e às tantas ou já não sei o que procurava ou não consigo encontrar.
Vai ver que quando não o procurar ele surgirá na minha frente.
Um abraço.
Oh, se acontece, Maria Josefa...
O pior é com as palavras quando se está a escrever e falta aquela tal que a gente queria e que naquele preciso momento resolveu ir dar uma volta...
Mas, no meu caso, já é da idade... :-)
Um abraço.

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fotos-grafias
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Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
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