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Natal



Um novo fruto nasceu num ramo da árvore.
As raizes rejubilaram de alegria
e o poeta, ao espelho, viu
    as lágrimas escorrerem  dos seus olhos sorridentes.

Comentários

Leonor disse…
Parabéns avôzinho, é bom ter mais uma priminha para encher o coração.
:)
Anônimo disse…
Parabéns. Muitas felicidades para a Rita.

Leonor Nunes
Embora o assunto seja muito privado, permita que lhe deixe aqui os meus parabéns por mais essa netinha, e cuja alegria por mais esse fruto está tão bem espelhada no texto que escreveu em 1978!
Um grande abraço.
Felicidades para todos.
Leonor, minha amiga,
É, decerto, um dia de grande felicidade.
As raizes são fortes e, como tu, existe um conceito grande de família.
Obrigado e um abraço grande para ti.
Ninoca,
Não digo " nem calculas " porque tu melhor que muitos me conheces.
Estou muito feliz, não por mim, mas por quem também, tenho a certeza, tanto merece uma felicidade forte, efectiva.
Um grande beijo para ti.
Maria Josefa,
muito obrigado.
A minha felicidade passa por aqui, pela dos meus, num sentido restritivo,pela dos outros num sentido lato.
Como lhe disse no outro dia, desde que publique, as minhas emoções deixam de ser privadas, e tenho felicidade em as poder partilhar.
Fico contente com a menção do poema de 1978, pois pode ser aplicado, agora, na íntegra, a sensação é a mesma.
Um grande, grande abraço de agradecimento.
analima disse…
Pensei, um pouco como a Maria Josefa, não comentar este post mas, depois de ler o seu comentário, vou também desejar felicidades, a si, à sua família e ao novo membro.
Abraço
Analima,
também um grande agradecimento para si.
Sabe, isto são ternuras de avô que se vai sentindo rico.
São sentimentos de que a vida, embora difícil, tem valido a pena.
Aprendi em pequeno que o coração não se divide, aumenta de volume, para que existe espaço igual para todos.
E é assim que eu sigo e aguardo calmamente, que o meu coração aumente, caso exista razão para tal...
Um grande abraço.
Obrigado, mdsol.
Agradeço a sua simpatia.
Saudações. :-))
Ana Paula Sena disse…
Que bonito poema! Mas que magnífica notícia, Miguel!
Muitos parabéns, ao avô, à querida netinha, e a toda a família :)

Muito obrigado por partilhar connosco estes momentos.

Um grande abraço.
Ana Paula,
agradeço-lhe sentidamente.
Os meus amigos da "bloga" têm sido inexcedíveis de simpatia. Cala-me fundo. Ao fim e ao cabo, acabamos todos por nos conhecer melhor naquilo que mais importa, a nossa própria interioridade.
Bem haja.
Um abraço.

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pela espada da língua portuguesa:
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tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

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"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
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Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
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