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Mais um "Venerável" na Igreja Católica



Pio XII e o nazismo.
Uma recordação de Ratzinger.

Comentários

MFerrer disse…
- Somos nada e ao nada voltaremos.
Parece conversa de sacristão? Parece, mas não é.
É a dialética Hegeliana em estado puro. E, ao mesmo tempo, o devir da ICAR. Inelutável devir de todos os que se cristalizam e endurecem como as pedras. Só a evolução, a transformação e a recriação é viva e criativa.
A única coisa que restará, no fim, é a renovação e a reinvenção de tudo. A ICAR desaparecerá tão mais rapidamente quanto fizer de pedra, de morta, e de estropício ao desenvolvimento. O resto são maus estretores e falências no caminho do desaparecimento.Amen.
MFerrer,
É da natureza:
o que não evolui nem se adapta desaparece.
E a ICAR desaparecerá como outras desapareceram.
MFerrer disse…
Claro. E como é da sua natureza, vão dando umas ferroadas aqui e ali...

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Sonhar a terra livre e insubmissa

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E cada vez mais do que nunca...

Retrato de Manuel Alegre

Alegre   Manuel   alegre até à morte
que lindo nome para um homem triste
que lindo nome para um homem forte.

Alegre   Manuel   despedaçado
pela espada da língua portuguesa:
a palavra saudade   a palavra tristeza
a palavra futuro   a palavra soldado
Alegre   Manuel   aberto cravo
aos ventos da certeza.

Alegre   Manuel   aqui mais ninguém fala
tão alto como tu   ninguém se cala
com essa dor serena e construída
não apenas de versos   mas de vida.

Alegre   Manuel   as línguas do teu canto
ateiam-nos fogo.
Neste lugar de lama e desencanto
tornas vermelho o povo.

José Carlos Ary dos Santos
fotos-grafias
Quadrante - 1970

Face a um desafio

"Si le hubiera cortado las alas habría sido mío, no habría escapado. Pero así, habría dejado de ser pájaro y yo, yo lo que amaba, era el pájaro."
Joxean Artze.



Pedi-te sempre que não olhasses para trás. Tu sabias que te queria demais, na totalidade, por dentro e por fora, só para mim e sem deixar nem um pouco para ti. Tu existias para que eu existisse queria-te sempre a voar ao meu redor, era eu o teu único destino...
Foi apenas isto que te obriguei a interiorizar por isso , num equívoco, deixei-te esvoaçar e tu não voltaste, seguiste e cumpriste, nem olhaste para trás...
Aí, entendi como era falso... Descobri, já só, que afinal eras tu o meu destino, que te amava por ti e apenas por ti. Descobri que as minhas mãos apenas têm dedos e não tenazese os meus braços apenas abraçam não agrilhoam;
o muito querer nem só tudo aceita, nem só tudo exige, o amar é dar e aprender.
Agora... só, olhando cada dia que nasce, repondo lá longe a linha do horizonte, sejas tu o Sol ou apenas o meu Sol, espero ansiosa…